Alunos receberão vacina contra a dengue até início de novembro em MS

Substância contra a dengue está em fase de validação, diz consultora. Receberão a imunização 150 estudantes da rede pública de Campo Grande.

O grupo responsável pela aplicação da vacina experimental contra a dengue em Campo Grande espera que os 150 alunos da rede municipal de ensino, que farão parte do projeto de validação da substância, recebam as primeiras doses até a primeira semana de novembro. As crianças e adolescentes serão monitorados e devem receber outras duas imunizações no próximo ano.

A diretora de Vigilândia em Saúde do município e uma das consultoras do projeto na cidade, Márcia Del Fabbro, explica que a vacina, desenvolvida a partir das pesquisas de um laboratório na França, já foi testada e está em processo de validação.

“Nós não tratamos como teste porque eles [estudantes] não são cobaias. Nós vamos avaliar a produção de anticorpos e a defesa que eles [estudantes] vão ter. Não tendo problema algum, o ministério da Saúde poderá comprar a vacina para aplicar na população”, disse Márcia ao G1.

A substância também será aplicada, segundo a consultora, em Vitória, Natal, Fortaleza e Goiânia. As cidades foram escolhidas tendo em vista o número de casos da doença e histórico de epidemias.

Podem participar da validação somente jovens de 9 a 16 anos, faixa etária que segundo Márcia, foi determinada pelo próprio laboratório que pesquisou a vacina. Por meio de parceria com a secretaria municipal de Educação, foram selecionados adolescentes de algumas escolas da cidade. Isso não impede, segundo Márcia, que jovens de outras escolas públicas ou privadas se candidatem como voluntários, desde que haja o conscentimento dos pais.

Os alunos vão passar, depois da primeira aplicação, por um período de seis meses de acompanhamento semanal. “Se eles apresentarem alguma intercorrencia ou se tiverem algum problema nesse periodo, eles entram em contato com um dos oito médicos da equipe, que estará de plantão”, explica Márcia.

Concluído o período, eles receberão a segunda dose, seguida de mais tempo para observação até a última aplicação. Depois desta, será colhida amostra de sangue de todos os adolescentes para conferir a produção de defesas contra a dengue no organismo deles.

“Quem quiser, pode procurar o grupo no Hospital Universitário, na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul ou no Hospital Dia do bairro Nova Bahia. O interessado será avaliado de acordo com os critérios e assina um termo de conscentimernto e assentimento. Se a criança nao quiser os pais nao podem obrigar”, diz a consultora.

Fonte: G1

 

 

Repelente caseiro não evita dengue

Pesquisadores testaram citronela, andiroba e cravo-da-índia

Sabe aquela receita infalível para evitar picadas de Aedes aegypti, o mosquito da dengue? Esqueça. Um estudo feito por pesquisadores da Unesp de Botucatu (São Paulo) revelou que repelentes caseiros, como os feitos com citronela, andiroba, cravo-da-índia e outras substâncias, não têm nenhum efeito contra os mosquitos.

Para chegar à conclusão, os pesquisadores testaram as fórmulas em estudantes de Medicina voluntários. Em laboratório, os cientistas criaram um ‘berçário’ de Aedes aegypti livres de contaminação e os deixaram sem alimentação por 24 horas. Depois, os mosquitos foram colocados em uma gaiola circular, com abertura somente para o braço dos voluntários. Primeiro, os estudantes colocavam os braços sem qualquer substância na gaiola. Depois, passavam no outro braço a receita a ser testada.

“As substâncias afastaram os mosquitos por curto período. Algumas centenas de segundos apenas. Nenhuma superou os repelentes industrializados”, afirma o coordenador da pesquisa, Hélio Miot.

Segundo o profissional, o maior perigo das receitas é a falsa sensação de segurança. “As pessoas aplicam essas substâncias achando que vão estar protegidas contra a doença, mas, na verdade, estão vulneráveis”, diz.

O infectologista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Edimilson Migowski faz outra ressalva: os repelentes são soluções apenas emergenciais. Para evitar a dengue, o correto é combater os focos. “Quando falamos em dengue, não podemos nos esquecer que é preciso combater o mosquito antes que ele tenha asas. Mesmo o repelente industrializado tem problemas, já que não pode ser usado o tempo todo e seu efeito dura só algumas horas”, alerta o especialista.

Fonte: O Dia online

 

 

Alteração em dois genes pode levar a dengue hemorrágica, diz estudo

Pesquisa comparou genética entre pessoas saudáveis e infectadas. Dados foram divulgados na revista científica 'Nature Genetics'.

Pesquisadores no Vietnã e em Cingapura identificaram duas variações genéticas que podem deixar a pessoa mais propensa a desenvolver dengue hemorrágica. A pesquisa foi divulgada na revista científica "Nature Genetics", ramificação da "Nature", e pode trazer pistas sobre como o corpo responde à infecção.

O estudo comparou 2.008 crianças doentes com outras 2.018 saudáveis. Outra pesquisa independente repetiu o procedimento com 1.737 casos de infecção comparados com 2.934 pessoas sem a doença.

Mosquito transmissor da dengue (Foto: Divulgação) Nas crianças, a dengue hemorrágica provoca o vazamento de parte do sangue dentro dos vasos para os tecidos no corpo. Essa situação pode levar à síndrome de choque da dengue, quando o pulso do paciente e a pressão arterial não conseguem ser detectados e existe risco de morte.

As alterações acontecem nos genes MICB, no cromossomo 6, e PLCE1, no cromossomo 10. O DNA do corpo humano possui 23 pares de cromossomos, que reúnem toda a informação genética do organismo. O primeiro atua no sistema de defesa do corpo contra ameaças como vírus e quando alterado pode comprometer a capacidade do organismo de se defender contra infecções. Já o segundo pode estar ligado à tendência do corpo em permitir o vazamento de sangue dos vasos.

A dengue é a infecção mais comum a ser transmitida por mosquitos depois da malária, com cerca de 100 milhões de infecções por ano no mundo. Os sintomas vão desde febre alta até complicações que podem ameaçar a vida do paciente. Não existe vacina comprovada e licenciada para a doença.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, 2,5 bilhões de pessoas no mundo correm o risco de serem infectadas pela doença. Para os pesquisadores, o estudo é importante por ser o primeiro a comparar mudanças genéticas para a dengue entre pessoas saudáveis e doentes.

Fonte: Do G1, em São Paulo

 

 

EUA anunciam três contratos para vacinas contra dengue e antraz

WASHINGTON (Reuters) - O governo dos Estados Unidos anunciou na quinta-feira três contratos, no valor de 68 milhões de dólares, para a produção de três novas vacinas contra a dengue e o antraz.

Os contratos, assinados com a Emergent Biosolutions, a PaxVax e a Inviragen, se destinam a ajudar as empresas a desenvolverem vacinas melhores, usando tecnologias mais simples, inclusive que dispensem agulhas.

O trabalho diz respeito a uma nova vacina contra a dengue sem uso de agulhas, uma nova vacina oral contra o antraz e melhorias na atual vacina contra o antraz, usando um agente para estimular o sistema imunológico, disse o Instituto Nacional de Doenças Alérgicas e Infecciosas (Niaid).

"Nossa meta é melhorar a administração da vacina e a reação imunológica resultante, de uma forma que possa ser usada para proteger um grande número de pacientes", disse nota assinada por Michael Kurilla, do Niaid, órgão ligado aos Institutos Nacionais de Saúde.

A verba total de 68 milhões de dólares "depende da conclusão bem sucedida dos marcos definidos para o projeto", disse o Niaid.

O antraz é uma doença que ocorre naturalmente, mas pode ser usada como arma biológica. Seus esporos viram uma poeira fina, que pode ser espalhada pelo ar. Os sintomas só aparecem quando é tarde demais para tratar com antibióticos.

Em 2001, cinco pessoas morreram nos EUA após receberam cartas com antraz. Militares são imunizados contra a doença com a vacina da Emergent, mas especialistas dizem que a vacina pode melhorar. A Emergent irá trabalhar com um agente imunoestimulador.

O Niaid disse que a PaxVax, de San Diego, irá desenvolver e testar duas fórmulas para a vacina contra o antraz, ambas com o gene rPA, que codifica uma proteína que se mostrou capaz de proteger animais da doença. Um vírus chamado adenovírus 4 será alterado geneticamente, e as pessoas consumirão a vacina em forma de comprimido.

A vacina contra a dengue está sendo desenvolvida pela Inviragen, e deve se destinar aos quatro vírus associados à doença. "Um sistema sem agulhas, desenvolvido pela PharmaJet, de Golden, Colorado, será usado para administrar a vacina líquida pela pele, em alta velocidade."

A dengue é a mais comum doença viral transmitida por mosquitos, contaminando 50 a 100 milhões de pessoas por ano, e matando cerca de 25 mil delas, principalmente na forma hemorrágica. Não existe vacina licenciada, nem medicamentos para tratá-la. A dengue é rara nos EUA, mas casos já foram registrados na Flórida e no Texas.

Fonte: O Globo Online

Prefeitura do Rio de Janeiro inicia combate à dengue com fumacê

Equipamento será usado em 47 bairros onde há maior infestação pelo mosquito Aedes aegypti

RIO DE JANEIRO - A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro iniciou nesta terça-feira, 5, o uso de veículos fumacê para combater focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. O equipamento será usado em 47 bairros da cidade onde há maiores índices de infestação, segundo mapeamento da prefeitura e do Ministério da Saúde.

Os trabalhos foram iniciados na manhã desta terça em comunidades de Jacarepaguá, na zona oeste da capital. Segundo a prefeitura, é a primeira vez no País que se usa o fumacê fora de uma epidemia de dengue.

Apesar do esforço da prefeitura, o infectologista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Edmilson Migowski levanta dúvidas sobre a eficácia da ação para eliminar os mosquitos.

“A gente sabe que o mosquito é intradomiciliar, fica embaixo da cama, atrás do armário, e o fumacê jogado na rua não atinge esse inseto. Então, é possível que o impacto sobre o animal adulto seja mínimo, para não dizer inexistente”, afirmou.

Segundo a Secretaria da Saúde do Rio, o fumacê não é o único instrumento de combate à dengue, já que ele se somará às vistorias realizadas em imóveis para acabar com criadouros do Aedes aegypti. Neste ano, de acordo com a secretaria, foram vistoriados 120 mil imóveis e eliminados 28 mil focos.

Fonte: Estadao.com.br

Imóveis que acumulam focos de dengue serão invadidos por agentes

Casas abandonadas e construções inacabadas em toda a cidade do Rio estão se transformando no abrigo ideal para as larvas do mosquito da dengue. De acordo com a Secretaria municipal de Saúde, 30 imóveis, localizados principalmente na região do Centro e do Grande Méier, podem ser até mesmo invadidos por agentes de vigilância em saúde, caso os donos não providenciem a limpeza dos criadouros.

De acordo com a superintendente de vigilância em Saúde da secretaria, Rosanna Iozzi, a medida será utilizada em situações extremas, quando os donos de imóveis não são localizados depois de três visitas ao endereço.

— Nesses 30 imóveis, o agente afixou uma notifica$ção ou deixou na caixa de correio, mas não pôde entrar. Os servidores estão orientados a variar o horário da visita para ter sucesso. A partir daí, publicamos a lista de endereços e aguardamos a resposta do morador. A força policial vai garantir a realização da vistoria — explica Rosana.

A medida, em vigor desde novembro de 2009, foi regulamentada este mês pelo secretário municipal de Saúde, Hans Dohmann. Até o fim de outubro, os endereços dos locais em situação crítica serão publicados em jornais de grande circulação. Os proprietários terão mais 15 dias para responder à notificação.

Acompanhados de força policial, os agentes estarão autorizados a entrar nos imóveis. Para isso, será chamado um profissional capacitado para abrir o local e trancá-lo após a ação.

Fonte: Extra Online

MultiRio distribui Kit Dengue para escolas municipais do Rio

A MultiRio está distribuindo às escolas municipais do Rio um kit para ajudar os alunos a se prevenir contra a dengue. O material contém um DVD com o vídeo “Dengue: contando uma história”, que mostra a evolução da doença no Brasil; e o “Jogo da Dengue”, em que os alunos de 6 a 11 anos aprendem como identificar focos do mosquito. O kit também apresenta sugestão de atividades para os professores.

Fonte: Extra Online

Chega a 12 o número de casos confirmados de dengue tipo 4 em RR

Dez casos foram registrados em Boa Vista e dois na cidade de Cantá.

Segundo a Secretaria de Saúde, todas as vítimas passam bem.

A Secretaria Estadual de Saúde de Roraima divulgou a confirmação de 12 casos de dengue tipo 4 no estado. Amostras de 70 casos suspeitos da doença foram analisadas pelo Instituto Evandro Chagas (IEC), de Belém, na semana passada. Em agosto, ainda segundo a Secretaria, havia três casos confirmados no estado.

Do total de casos confirmados, 10 foram registrados em Boa Vista e dois na cidade de Cantá (RR). Os casos de Boa Vista ocorreram nos bairros 13 de Setembro, Senador Hélio Campos, Dr. Silvio Leite e Jóquei Clube. Todas as vítimas já passaram por atendimento médico e passam bem.

"A gente pode desenvolver um quadro grave de dengue com qualquer sorotipo, mas a dengue tipo 4 é preocupante porque 99,9% da população está desprotegida em relação a esse sorotipo. E a probabilidade de quadro grave de dengue aumenta se a pessoa for infectada pela segunda ou terceira vez", diz ao G1 Joel Lima, gerente do Núcleo Estadual de Dengue e Febre Amarela, da Secretaria Estadual de Saúde.

A dengue tipo 4 apresenta risco a pessoas já contaminadas com os vírus 1, 2 ou 3, que são vulneráveis à manifestação alternativa da doença. Complicações podem levar pessoas infectadas ao desenvolvimento de dengue hemorrágica.

O DEN-4 foi identificado pela primeira vez no Brasil há 28 anos.

Até esta segunda-feira (27), foram confirmados 6.383 casos de dengue em Roraima. São 6.125 casos clássicos (incluindo os 12 do tipo 4), 181 com complicações e 77 com febre hemorrágica. Duas pessoas morreram, por casos de dengue tipo 1 e tipo 2. No ano passado, de janeiro a setembro, foram confirmados 2.878 casos de dengue. Durante todo o ano de 2009, duas pessoas morreram.

Combate à dengue

Em Boa Vista, segundo a Secretaria Estadual de Saúde de Roraima, 140 agentes de endemias visitam as casas dos bairros em que houve casos confirmados, a fim de eliminar os criadouros e alertar aos moradores quanto ao risco de proliferação da doença.

Fonte: G1

Começa guerra contra a dengue

Ministério da Saúde pede antecipação das medidas para conter a epidemia da doença, que já atinge 55 bairros do Rio

Rio - O Ministério da Saúde recomendou a antecipação das ações de prevenção à dengue para controlar a epidemia da doença. Entre as medidas estão visitas domiciliares, mutirões de limpeza urbana, reforço da coleta de lixo, eliminação e tratamento de criadouros nas residências, aplicação de larvicidas e inseticidas e busca de casos e óbitos suspeitos de dengue.

De acordo com um documento interno da Secretaria Municipal de Saúde, publicado por O DIA no sábado, o número de casos registrados entre 5 de agosto a 9 de setembro “tecnicamente significa epidemia”. Bairros como Catete, Glória, Lagoa, entre outros apresentam índice 4, o mais alto na escala de vulnerabilidade à epidemia. O Ministério afirma que vai acompanhar de perto o avanço da dengue para evitar que o surto da doença se espalhe.

Diante do risco, moradores estão redobrando os cuidados. “Jogo cloro no ralo, não deixo água parada e tampo as caixas d’água”, ensina o serralheiro Rosiel Cabral, 38 anos, morador do Estácio. Nos antigos barracões das escolas de samba Lins Imperial e Portela, na Rua da Gamboa, um carro alegórico e dois contêineres abandonados servem de depósito de lixo e água da chuva.

Na favela Tavares Bastos, no Catete, a comerciante Zenilda Moreira, 63, teme pelo aumento de casos. “Aqui, as garrafas ficam de cabeça para baixo e cobertas”, diz. O aposentado Manoel Mariano, 74, teme pelos filhos Daniel e Danielle, 11 anos. A preocupação é com a contaminação pelo vírus tipo 1, que voltou a circular e é perigoso, pois quem nunca teve contato está mais vulnerável. Só na Região Metropolitana, são 3,7 milhões de pessoas de até 19 anos sem imunidade contra o tipo 1. “O risco de uma epidemia preocupa a gente. Ainda mais quem tem filho novo, e não conhece direito as reações desse tipo de dengue”, diz.

Dengue do tipo 1 volta a ameaçar

A Secretaria Municipal de Saúde nega, no entanto, que haja epidemia no Rio. “Trata-se de um parecer técnico interno que não foi validado”, diz o secretário Hans Dohmann, garantindo que a situação está sob controle. Segundo ele, este ano foram registrados 1779 casos, com 5 óbitos. Em 2008, foram mais de 100 mil casos.

“Há a ameaça neste verão da dengue tipo 1. Estamos prontos para qualquer situação. Mas nesse momento não estamos nem perto de se considerar uma situação grave”, diz Dohmann.

Fonte: O Dia Online

Município do Rio já enfrenta uma epidemia de dengue

Em documento, prefeitura admite que número de casos está acima do limite. Dezembro haverá ‘explosão’ da doença

Rio - Um a bomba que já dá sinais de que vai explodir. Assim é a situação da dengue no Rio de Janeiro. Um documento interno da Secretaria Municipal de Saúde, ao qual O DIA teve acesso, revela que o número de casos registrados no período analisado — de 5 de agosto a 9 de setembro — já “tecnicamente significa epidemia”.

Vinte e quatro áreas, incluindo bairros nobre como São Conrado, os risco de dengue são considerados muito altos | Infográfico: Editoria de arte

E mais: o vírus 1 da doença está em plena circulação no município. Esse tipo de dengue pode ser o principal responsável pelo aumento de 861,1% do número de doentes em agosto de 2010, em comparação com o mesmo mês do ano passado.

O documento ‘Análise da Situação Epidemiológica do Dengue - Cidade do Rio de Janeiro - Alerta’, elaborado pela Superintendência de Vigilância em Saúde, também chama atenção para “a aproximação de uma nova onda epidêmica” e revela “uma piora no quadro (epidemiológico)”, que “remete para um estado de alerta máximo para (...) período de aumento de atividade viral”.

Dezembro a abril: pior fase

Para o epidemiologista Roberto Medronho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), os dados — até então confidenciais — são extremamente preocupantes. Segundo Medronho, a tendência é que a dengue se espalhe com mais intensidade já em dezembro desse ano. A situação deve permanecer grave até abril de 2011.

“Essa informação deveria ser pública para que as pessoas pudessem se preparar. O relatório mostra a presença do Aedes aegypti em vários bairros. Mas ainda há tempo de se evitar o pior”, afirma Medronho.

De acordo com o epidemiologista, é preciso concentrar esforços não só nas ações de combate à dengue, mas também no sistema de saúde.

“É preciso que as autoridades se organizem para atender os casos de dengue nas unidades de saúde antes que comece a epidemia”, recomendou. “Se não têm competência para evitar a epidemia de dengue, que pelo menos tenham compromisso ético de evitar os óbitos”, disparou Medronho.

Pessoas de até 19 anos não têm imunidade contra o vírus tipo 1

O DIA antecipou em 19 de junho, a volta ao Rio do vírus tipo 1 da dengue — que não circulava desde o início da década de 90 — é perigosa, pois quem nunca teve contato com esse microorganismo está mais vulnerável. Só na Região Metropolitana, são 3,7 milhões de pessoas de até 19 anos sem imunidade contra o tipo 1.

Além disso, quem já teve outro tipo da doença pode desenvolver a forma mais grave (hemorrágica), se pegar dengue de novo, do tipo 1.

Em 2 de setembro, O DIA também mostrou que 55 bairros do Rio têm risco alto ou muito alto de ter epidemia. Nesses locais, vivem 40% dos cariocas.

Desprezando as informações do relatório interno da Superintendência de Vigilância em Saúde, a própria coordenadora do setor, Rosanna Iozzi, afirmou que “a situação em relação à dengue é de normalidade”.

Segundo ela, “não existe situação de endemicidade no município”. Entretanto, Iozzi admitiu que não esperava aumento de 861,1% no número de casos de agosto de 2010 em relação a 2009. “Estamos intensificando ações de combate nos bairros de maior risco e mobilizados nas ações de rotina”.

Fonte: O Dia Online

Itaboraí terá "moto fumacê"

A Secretaria de Saúde de Itaboraí vai utilizar mais um recurso no combate à dengue: a motofog, conhecida como “moto fumacê”, que começará a circular no mês de outubro. A Prefeitura também firmou parceria com uma empresa que será responsável por fazer coleta e destinação de pneus em borracharias e demais pontos da cidade. As novidades foram anunciadas, na manhã desta quinta-feira, 16 de setembro, durante reunião para debater o Plano Municipal de Contingência da Dengue 2010-2011.

O subsecretário de Vigilâncias em Saúde, Marcelo Neves, afirma que a motofog possibilitará o controle e prevenção da proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, em áreas de difícil acesso, como becos, terrenos baldios, ferros-velhos e beira de canais, além de servir como alternativa para mutirões, por cobrir áreas em menos tempo e com mais eficácia.

A “moto fumacê” vai liberar substâncias químicas a base de óleo mineral, que combatem o mosquito da dengue, mas não são nocivas à saúde nem ao meio ambiente.

- Essas ações serão intensificadas no período de maior chuva, que vai de novembro a maio de 2011. Porém, não basta a Prefeitura fazer sua parte. Temos que nos unir para fazer um trabalho conjunto. Dengue mata, a população precisa se conscientizar disso - afirma Marcelo Neves.

Fonte: O Globo Online

Sorotipo 4 da dengue no Brasil pode ter vindo da Venezuela, aponta estudo

RIO - Pesquisa de sequenciamento de duas amostras do sorotipo 4 da dengue, que circula em Roraima há alguns meses, realizada no laboratório da Fundação Alfredo da Matta, em Manaus, mostrou que elas pertencem ao genótipo 2, variante presente na América Central e em países vizinhos, como a Venezuela e a Colômbia. Segundo o pesquisador Pablo Oscar Amézaga Acosta, professor da Universidade Federal de Roraima e um dos participantes da investigação, apesar de este sorotipo não ser dos mais virulentos, é preciso estar atento a uma possível epidemia porque a quase totalidade da população brasileira está vulnerável à infecção pelo vírus 4.

O sorotipo 4 da dengue foi isolado e identificado na última semana de julho no Laboratório Central do Estado de Roraima. Então as amostras foram processadas pela equipe do Laboratório de Biologia Molecular do Centro de Estudos da Biodiversidade na UFRR, que usando uma técnica molecular (a RT-PCR) confirmaram o resultado. Em seguida, as duas amostras positivas foram enviadas para o pesquisador Felipe Gomes Naveca no Instituto Leônidas e Maria Deane, onde um segmento do genoma do vírus foi submetido à sequenciamento automatizado no laboratório de Biologia Molecular da Fundação Alfredo da Matta.

- É muito provável que o vírus seja proveniente de algum país vizinho, talvez Venezuela, mas ainda não temos 100% de certeza - diz Pablo.

Os dados da pesquisa foram enviados para a Secretaria estadual de Saúde de Roraima e as informações sobre a diversidade genética e das relações filogenéticas do sorotipo 4 circulante e outras já descritas são importantes para melhorar a a vigilância epidemiológica e suas formas graves.

- Este trabalho reforça a importância das parcerias entre as instituições de pesquisa, principalmente na Região Norte. Desta forma podemos ter uma resposta rápida e confiável para um grave problema de saúde, como o vírus dengue, que pode causar hemorragias graves - afirma Pablo Acosta.

O vírus 4 da dengue não era registrado no Brasil há 28 anos. O temor das autoridades sanitárias é de que uma epidemia se alastre pelo país rapidamente, uma vez que a população não está imune ao sorotipo 4. Os sintomas são febre, dor nas articulações, dor de cabeça e nos olhos, prostração e vermelhidão no corpo.

Fonte: O Globo Online

Infestação por 'Aedes aegypti' no Rio é três vezes maior do que o tolerável pela OMS

RIO - O mosquito Aedes aegypti parece estar ganhando a guerra no Rio. Os índices de infestação predial na cidade continuam altos e, segundo especialistas, como o entomologista Rafael Freitas, da Fiocruz, o número de vítimas da dengue só não é grande porque a maioria da população já teve a doença e está imune aos três vírus que circulam no país. Conforme o último Levantamento do Índice de Infestação Rápido pelo Aedes aegypti (LIRAa), realizado em outubro do ano passado, a média do Rio é 2,9%, quase três vezes o tolerável pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é 1%.

Existem pontos na cidade onde a situação é ainda pior. Na Área Programática (AP) 3.1, que compreende os bairros de Penha, Ilha do Governador e Ramos, o índice é 5,2%. Os dois bairros com maior infestação têm realidades distintas. Santo Cristo, bairro degradado e com áreas abandonadas, tem 9,5%. Mesmo índice apresenta a Lagoa, região nobre, mas com problemas como água empoçada em áreas públicas, como o Parque do Cantagalo. Ainda não há levantamentos dos índices do verão, mas a preocupação é com o grande volume de chuvas e as altas temperaturas, condições favoráveis à proliferação do mosquito da dengue.

Três mutirões de combate à dengue, de acordo com o secretário de Saúde, foram feitos recentemente na região da Penha e na do Maracanã. Nas últimas semanas, foram visitados 45 mil imóveis e 40 toneladas de lixo foram removidas. Os agentes detectaram 15 mil focos do Aedes aegypti.

Na Lagoa, bairro com maior índice de infestação na Zona Sul, é com desconfiança que moradores passam pela ciclovia na altura do Parque do Cantagalo. Eles temem que as grandes poças d'água perto das quadras esportivas sirvam de criadouro do mosquito.

Fonte: O Globo Online

Nova ação nos bairros contra a Dengue na Penha supera anteriores

No último sábado, 16/01, das 08:00 às 14:00 foi realizada mais uma Ação nos Bairros contra a Dengue. As áreas de atuação contempladas na ocasião foram Catumbi, Pavuna e Penha. Na Pavuna, entretanto, a operação foi adiada em virtude do clima de insegurança na região. Na Penha foi repetida a parceria da Coordenadoria de Saúde da AP 3.1 e da AVIDE no projeto, que também contou com o apoio da Sub Prefeitura da Zona Norte, XI RA, da Policlínica José Paranhos Fontenelle, Policlínica Maria Cristina Roma Paugarten, Estratégia de Saúde da Família - ESF, Associações de Moradores, 4ª CRE e COMLURB.

Como diferencial das ações anteriores foi disponibilizado aos moradores da comunidade do Grotão informações complementares sobre DST, hanseníase e controle de diabetes através de teste e atendimento médico aos pacientes que apresentaam índices elevados de glicose, além de atrações para as crianças.

No combate aos focos e a proliferação do mosquito Aedes Aegypti foi reforçada a sensibilização dos moradores quanto ao perigo dos depósitos de inservíveis na luta contra a Dengue. Para tanto colaboraram 650 garis escolares, 100 agentes em Saúde, 20 profissionais de saúde das unidades médicas supra citadas, 20 agentes comunitários de saúde e 10 profissionais do corpo técnico da CAP.

Os resultados obtidos superaram as ações anteriores da AP 3.1 em Manguinhos e Penha Circular. Confira os números da operação:

Imóveis percorridos - 9382
Imóveis trabalhados - 6062
Imóveis recusados - 520
Imóveis fechados - 2800
Índice de Pendência 33,5%
Depósitos Eliminados - 2106
Depósitos com Foco - 122
Ralos Desobstruídos - 203
Lixo Retirado - 21,16 Toneladas

Fonte: AVIDE

Três frentes estão combatendo o Aedes Aegypti e a dengue

Mangaratiba quer manter índice de menos de 1% em 2009; Quissamã contraria a previsão de aumento de 20% e Arraial visita as residências e terrenos baldios para evitar que as larvas se proliferem por todo o município.

Em parceria com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), a prefeitura de Mangaratiba está realizando a campanha Verão sem Dengue. Em um estande na praça em frente ao prédio da prefeitura, equipes da Vigilância em Saúde informam sobre as medidas de prevenção para evitar ou eliminar a proliferação de larvas do mosquito da dengue. Com o uso de microscópio, foi possível à população conhecer mais sobre o Aedes Aegypti, que afetou 12466 pessoas e matou nove no estado do Rio, em 2009. A Vigilância mantém 66 agentes no combate, que também se estende na luta contra a febre amarela. Eles são divididos em quatro setores: ponto estratégico, que combate em grandes locais de concentração de proliferação, como cemitérios; laboratórios, que recolhe as larvas para análise e mede o índice; ultra baixo volume (UVB), conhecido como carro fumacê; e os próprios agentes que visitam os 43 mil imóveis. "Nenhum caso de dengue foi registrado em 2009, nenhuma suspeita, tampouco algum caso confirmado em Mangaratiba", destacou Paulo Guerra, responsável pelo equipamento de bloqueio. Para o supervisor de ponto estratégico, José Barreto, a eficácia do trabalho realizado no município foi o diferencial. "Ficamos ilhados". Tivemos casos em Itaguaí e em Angra dos Reis. Nós no meio, mas em Mangaratiba nenhum registro", destacou Barreto, acrescentando que são realizadas visitas nos fins de semana para atender residências de veranistas. No período de carnaval, os vigilantes vão iniciar a campanha do verão, com a entrega de panfletos nos principais pontos de acesso aos distritos.

QUISSAMÃ: A Secretaria de Saúde do Município de Quissamã montou a "Operação Verão sem Dengue" que envolve, simultâneamente, a Vigilância Sanitária, o Programa de Saúde da Família (PSF), a Vigilância Epidemiológica e o hospital municipal Mariana Maria de Jesus. A iniciativa faz parte do Plano Municipal de contigência da Dengue, elaborado por determinação da Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil. De acordo com a coordenadora da Vigilância Sanitária Municipal, Karina Sardenberg, o governo do estado prevê um aumento de até 20% no número de casos de dengue em relação ao ano passado em todo o território fluminense. Em Quissamã, os números apontam uma queda nos casos de infestação. Os dados da Vigilância Epidemiológica constam que em 2009 foram 16 casos notificados, menos 37 que em 2008. Durante todo o ano de 2009. Durante todo o ano de 2009 o índice de infestação predial esteve dentro do parâmetro considerado seguro pela Fundação Nacional de Saúde (FUNASA), ou seja, sempre abaixo de 1%. Com a chegada do verão e do aumento das chuvas, os guardas de endemias estão intensificando a estratégia de recuperação de domicílios que estavam fechados durante visitas realizadas anteriormente.

ARRAIAL DO CABO: Monitoramento e diagnóstico - O trabalho contra a proliferação do Aedes Aegypti vem sendo mantido pelos agentes de Saúde, com visitas as residências e terrenos baldios para combater o desenvolvimento do inseto. A cidade já está providenciando medidas eficazes de prevenção a doença, como por exemplo, fazer a assistência, o monitoramento e diagnóstico em determinados pontos da cidade, além de ações nas casa de veraneio. Já foram providenciadas compras de material para diagnóstico do controle do município e coleta de exames para análise nas unidades de saúde. O hospital geral e os postos de saude de família estarão realizando exames e testes rápidos para as pessoas que estiverem com suspeita de dengue.

Fonte: O Dia no Estado

 
 
 
 
 

 

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